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Qui, 18 de Junho de 2009 12:12

Vinte empresas do PIPE preparam-se para levar projetos ao mercado


FAPESP - Revista PESQUISA n°108 / Fevereiro 2005.
Política Científica e Tecnológica - Páginas 26 e 27

 
Vinte empresas que concluíram as fases I e II do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, contarão com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para levar ao mercado os resultados dos seus projetos de pesquisa (ver quadro na página ao lado). Cada uma delas receberá R% 500 mil do Programa de Apoio de Pesquisas em Pequenas Empresas (PAPPE), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para investir ao longo de dois anos na engenharia de produção e colocar em curso seus planos de negócio.
A contrapartida da FAPESP, prevista no acordo com a FINEP, são os recursos investidos pela Fundação nas duas primeiras fases do PIPE, período em que os pesquisadores desenvolvem o projeto, realizam a pesquisa e elaboram o plano de negócio. "O dinheiro do PAPPE será capital-semente para a fase III do PIPE" resume José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP.

Empresas do Pappe - PIPE III

  • AdEspec Adesivos Especiais Ind. e Com. Import. e Export.
  • Atonus Engenharia de Sistemas Ltda.
  • Biofarm Química e Farmacêutica Ltda.
  • Brasil Ostrich - Coml. Imp. Exp. Ltda.
  • Brats Indístria e Comércio Ltda.
  • Compsis Computadores e Sistemas Indústria e Comércio Ltda.
  • CP2 Ltda-ME (Bug Agentes Biológicos Ltda.)
  • Eletrocell Ind. e Com. Ltda.
  • Femto Indústria Comércio Instrumentos Ltda
  • Geodados Mapeamento e Pesquisa Ltda.
  • Lasertools Tecnologia Ltda.
  • Mextra Engenharia Extrativa de Minerais Ltda
  • MRA Indústria de Equipamentos Eletrônicos Ltda.
  • Navcon - Navegação e Controle Indústria e Comércio Ltda.
  • Omnisys Engenharia Ltda.
  • Optolink Indústrias e Comércio Ltda.
  • PHB Industrial S.A.
  • Pro-Clone Biotecnologia Ltda
  • Unitech Ltda

 

No âmbito do acordo com a FINEP, a FAPESP ficou responsável pela seleção dos projetos. Como as pesquisas já estavam concluídas a escolha levou em conta a engenharia do produto e o plano de negócios. "Decidimos inovar no plano de avaliação", conta Perez. A Fundação então firmou uma parceria com o Instituto Empreender Endeavor, que indicou 27 avaliadores de seu corpo de executivos voluntários - entre eles diretores da IBM, Avon, Rio Bravo, Braskem e professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) - para analisar as propostas. A expectativa era de que os projetos aprovados demonstrassem potencial para atingir uma taxa mínima de crescimento de dois dígitos e taxa de retorno superior aos Certificados de Depósito Interbancário (CDI), um indicador de desempenho de negócios, nospróximos cinco anos.

Traquejo para negócios - Definindo o critério de aprovação, cada um dos empreendedores foi entrevistado por por três avaliadores que observaram seu traquejo para negócios, capacidade de realização e visão de futuro do negócio. Analisaram também a vantagem competitiva e o potencial de mercado definidos no plano de negócios, a estratégia de marketing e de comercialização do produto, a viabilidade financeira e a qualificação da equipe responsável pelo projeto. A cada um destes quesitos os avaliadores atribuíram notas entre um e quatro e ainda fizeram uma (recomendação qualitativa" , como diz Perez a favor ou contra aaprovação do projeto. "Selecionamos as propostas que tiveram três pareceres favoráveis até o limite dos recursos disponíveis", afirma Perez. A FAPESP também será responsável pelo acompanhamento dos projetos.
A grande maioria dos empreendedores cujos projetos foram aprovados tinha participado do programa PIPE Empreendedor, implementado em parceria pelo Empreender Endeavor, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-SP) e FAPESP, no ano passado. O programa é constituí de uma série de atividades, entre elas um curso de capacitação gerencial e de inserção no mercado, conduzido pelo W. Institute, com duração de um semestre, com o objetivo de preparar empreendedores para a gestão de negócios. o PIPE Empreendedor foi orçado em R$ 808,4 mil. O SEBRAE-SP financiou 49% do custo do projeto e o Endeavor e a FAPESP, juntos, fizeram contrapartidas financeiras correspondentes a 16,91% do orçamento. As empresas participantes também contribuíram com o custeio do programa. "Criamos uma sinergia completa", comemora Perez. O Pappe foi criado pelo governo federal em 2003 para apoias a inovação em empresas de base tecnológica. "Foi idealizado visando a integração do sistema nacional e concatenando ações estaduais e federais", explica Odilon Marccuzo do Canto, diretor de desenvolvimento científico e tecnológico da FINEP. Na época a Lei de Inovação - promulgada em dezembro do ano passado - ainda tramitava no Cangresso Nacional e a FINEP não tinha como investir recursos, a fundo perdido, nas empresas de base tecnológicas. "O Pappe então foi desenhado para apoiar pesquisadores dentro das empresas", justificou.

Modelo complementar - o programa conta recursos dos fundos setoriais e é implementado nos estados em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa (Fasp) e secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia. Em 2004, primeiro ano de operação do programa, o Pappe investiu R$ 151,8 milhões em projetos de inovação em 19 estados. Em 2005, de acordo com Canto, esses recursos somarão algo em torno de R$ 60 milhões. O modelo de investimento e de financiamento adotado peloPappe é semelhante ao do PIPE, implementado pela FAPESP em 1997 e, por isso, o programa em São Paulo foi adotado para complementasr o PIPE. Um acordo firmado entre a Fundação e a FINEP permitiu a fusão dos dois programas no Pappe-PIPI III e canalização dos recursos federais para as empresas até então apoiadas pela FAPESP. "Esperamos que esse programa se traduza numa rubrica permanente e se estabilize com novos editais", afirma Perez.
A parceria entre a FAPESP e a FINEP, que permitiu a implantação do programa, estava prevista desde o lançamento do PIPE, em 1997. Só tomou forma no ano passado por "um ato de sabedoria da FINEP", que entendeu que, em São Paulo, o Pappe teria que ser diferente, sublinha Perez. A Associação com o SEBRAE-SP e o Empreender Endeavor prevista desde o início do PIPE, também só deu certo sete anos depois, com o PIPE Empreendedor, e agora com o início da terceira fase do programa.


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